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O que é Neuromarketing | Como usar e tirar o máximo de aproveito

Nascido da junção da neurociência, psicologia e marketing, o neuromarketing é a parte da neurociência que estuda o que se passa na mente das pessoas quando estão sob influência ou expostas a determinados produtos e marcas.

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o que é neuromarketing

Com os estudos oriundos da Psicologia de Consumo, campo da psicologia que se dedica a desvendar como o ser humano é afetado pelos diversos estimulados das campanhas de marketing e como ocorrem os impulsos de compras, bem como estudar o estresse de consumo.

Segundo a definição de Neuromarketing pela Wikipedia:

Neuromarketing é um novo campo de marketing que usa tecnologias médicas, como a ressonância magnética funcional (fMRI) para estudar as respostas do cérebro aos estímulos de marketing“. Os pesquisadores usam o fMRI para medir mudanças na atividade em partes do cérebro e para aprender por que os consumidores tomam as decisões e qual parte do cérebro estão usando para fazê-lo.

Os analistas de marketing usam o neuromarketing para melhor medir a preferência de um consumidor, pois a resposta verbal dada à pergunta “você gosta desse produto?” nem sempre é a verdadeira resposta. Este conhecimento ajuda os profissionais de marketing a criar produtos e serviços projetados de forma mais eficaz e campanhas de marketing mais focadas na resposta do cérebro.

O Neuromarketing direciona o profissional de marketing ao que o consumidor reage, seja a cor da embalagem, o som que a caixa faz quando agitada, ou a idéia de que eles terão algo que seus co-consumidores não fazem.”

Partindo dessa premissa, o neuromarketing tem como objetivo:

  • Entender como o consumidor toma as decisões de compra a nível neurológico;
  • Entender como o cérebro do consumidor reage aos estímulos que recebe;
  • Analisar estas reações e adequar a abordagem, a comunicação e a mídia para maior impacto e conversão;
  • Criar um ambiente de marca onde os consumidores possam se envolver com ela em um nível multi-sensorial com profundo engajamento.

Origem do Neuromarketing

O termo “Neuromarketing” foi dado por Ale Smidts, um professor de Marketing na Erasmus University na Holanda. No entanto, foi Gerald Zaltman, médico e pesquisador de Harvard, que utilizou a ressonância magnética para fins de estudos de Marketing.

Posteriormente, houve a divulgação de uma pesquisa científica no jornal acadêmico Neuron, que trazia um estudo que consistia na experimentação dos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola. Os experimentadores não sabiam qual eram as marcas das bebidas que tomaram, e foi comprovando que as declarações verais de preferência, identificação e respostas cerebrais não eram compatíveis.

O estudo concluiu que a preferência dos experimentadores se relacionou com a identificação da marca e não do sabor, pois a ressonância detectou um estímulo na área cerebral relacionada a recompensas, ao ouvir o nome da marca que haviam experimentado.

Neste sentido, tem-se aqui a tomada de decisão e o envolvido das emoções com ela. Envolve, portanto, a compreensão das reações de cada pessoa ao ser submetido a uma marca, produto ou serviço.

Com a decisão de compra sendo subjetiva, o neuromarketing estuda justamente os pontos das emoções e da subjetividade da decisão do indivíduo na compra. Pode se tornar, até, uma técnica infalível no ponto de venda.

As aplicações do neuromarketing

O neuromarketing é aplicado de acordo com alguns fatores originários da comunicação

  • Visão

Quando o visual é utilizado como forma de persuadir o subconsciente. O potencial cliente vê aquele produto e sente-se compelido a comprar.

  • Cores

As cores são diretamente ligadas às nossas emoções. Os anúncios de empresas trabalham com cores o tempo todo. Empresas de segurança de valores monetários como seguradoras ou corretoras utilizam cores mais sóbrias, pois o neuromarketing descobriu que desta forma seus consumidores se sentem mais confiantes na seriedade da empresa. Por outro lado, restaurantes costumam ter cores mais vivas e animadas, o que pode despertar a fome e a vontade de experimentar algo por impulso.

  • Storytelling

Estudos de neuromarketing afirmam que a objetividade pode afastar o seu consumidor. Quanto mais subjetiva e bem roteirizada a divulgação, mais engajada é a sua campanha. A construção de histórias de “valor” vale mais do que simplesmente entregar tudo diretamente para o consumidor.

  • Chamadas

As chamadas são os títulos ou headliners.  Lembra daquela frase: “a primeira impressão é a que fica”? É disso que a chamada trata. É o primeiro contato com o produto, marca ou material de comunicação. Então, deve ser persuasivo, apoiar o seu produto e conquistar na primeira oportunidade. Quanto mais criativo, funcional e envolvente, melhor.

  • Precificação

Qual valor é mais atraente: R$ 1,99 ou R$ 2,00? Podem parecer valores, praticamente, idênticos, mas na mente do consumidor há diferença. Para o consumidor, muitas vezes, entende que o produto custa um valor próximo a R$ 1,00 e não próximo a R$ 2,00. Sem contar que, para o consumidor, se torna mais vantajoso ao final, na soma dos centavos.

Neste sentido, percebe-se que o Neuromarketing é importantíssimo para a promoção da empresa e aumento do lucro.